Museu de Pinda realiza passeio cultural
- 23 de nov. de 2015
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A proposta visa levar os habitantes da cidade a conhecerem a história do município

O Museu Histórico e Pedagógico “Dom Pedro I e Dona Leopoldina” juntamente com o Centro de Memórias “Barão Homem de Melo”, vem realizando desde meados de2014 o projeto “Museu de Percurso”, que leva a população o conhecimento de pontos do município que tem histórias em comum, com o objetivo de buscar a interação dos moradores com a cultura, e a re-valorização da história local.
O passeio tem início na Praça Monsenhor Marcondes, marco zero da cidade, onde está localizado o obelisco da águia em homenagem ao centenário da independência do Brasil. Em seguida o caminho leva aos principais prédios da época do Ciclo do Café, dentre eles o próprio museu, para depois então levar os visitantes ao Bosque da Princesa, que foi criado em homenagem à Princesa Isabel, na mesma época em que visitou a cidade.
Já para as datas comemorativas, o “Museu de Percurso” tem um roteiro diferente, e muito mais rico em informações. Partindo da Praça do Cruzeiro, onde se encontra o busto do primeiro prefeito da cidade, Francisco Marcondes Romeiro, os moradores seguem para os mesmos prédios históricos, porém indo terminar o passeio no Parque do Trabiju, local onde está até hoje o primeiro sistema de encanamentos que levava água para antiga vila de Pindamonhangaba.

Além de contar a história dos lugares e monumentos, esse percurso leva os visitantes a conhecerem a vida dos personagens mais icônicos e importantes da cidade, dentre eles, João Marcondes Romeiro, mais conhecido como João Romeiro. Romeiro foi fundador do jornal impresso Tribuna do Norte, que está em circulação até hoje. Foi também um dos principais lideres da libertação dos escravos no município, compositor do hino da cidade e irmão de Francisco Romeiro.
“Todo esse circuito faz a pessoa entender a história globalmente. Ela deixa de ver o isolado”, explica a diretora de patrimônio histórico, Karina Lacorte César. Muitas pessoas não conseguem associar tais personagens históricos com seus respectivos atos, por isso é tão importante esse projeto para a restauração e resgate da valorização da cultura local. “Quando elas começam a entender que esse ‘quebra cabeça’ dá pra montar, elas passam a valorizar mais a história delas”, esclarece a diretora.
Para a estudante de administração, Vanessa Cinachi, é imprescindível que as pessoas venham conhecer a suas próprias histórias. “Se a pessoa nasceu ou mora nessa cidade, é muito importante que ela saiba a história, que ela conheça os costumes, o hino da cidade. Isso faz parte da história dela”, afirma.
O comerciante João Gomes, que mora na cidade há 35 anos, acha que a prefeitura deveria se preocupar em divulgar mais os trabalhos históricos realizados. “Muitas pessoas não sabem nem que o museu está aberto para visitação, por isso a prefeitura deveria fazer uma divulgação maior, principalmente na área da cultura, que é tão importante para a formação dos cidadãos”.
O museu informou que só no ano de 2014 foram mais de 16 mil visitas, e metade dessas pessoas eram estudantes que iam desde os cursos do ensino fundamental ao universitário. O recinto fica aberto para a visitação de terça a sábado das 9 as 18 horas, e aos domingos das 13 as 18 horas.

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