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Público se manifesta e defende a proibição de carroças em Taubaté

  • 3 de set. de 2015
  • 2 min de leitura

A câmara de Taubaté promoveu a primeira audiência pública, para debater a proibição de circulação de carroças no município, no dia primeiro de setembro às dezenove horas e contou com participação em massa dos moradores e carroceiros.

Argumentando sobre maltrato aos cavalos e irresponsabilidade de alguns trabalhadores que utilizam desse meio de transporte para afins; defensores da causa comparecem ao local, cidadãos conscientes, protetores, ativistas e ONGS. Vereadores e secretários públicos dividiram opiniões entre os dois lados da causa. “Cavalo não é veículo” afirmou presidente da associação vida de Taubaté.

Os dois lados ficaram divididos, em muitos momentos da manifestação foi escutado vaias, gritos, discussões e palavras de ordem, levando o vereador Jeferson Campos a intervir pedindo respeito ás opiniões. A discussão girou em torno do maltrato aos animais e a proibição total de carroças o que levaria ao desemprego dos carroceiros. ”Acho ruim isso, não maltrato, cuido dos meus animais “ afirmou o carroceiro Silvio José. O projeto cavalo de lata seria uma boa opção para operário para substituir a carroça, oque gerou relutância entre os trabalhadores. Classificando como inadmissível maltratar animais, Salvador Soares refletiu sobre o desafio da questão proposta, lembrando que carroceiros garantem o sustento de suas famílias com o ofício. “Como preparamos a sociedade para que ele (carroceiro) pudesse migrar de trabalho? Não podemos puni-los por gestores que não buscaram uma solução para os problemas. Contra a exploração dos animais, devemos buscar uma política justa e clara.”

Luizinho da Farmácia lembrou que votou a favor da lei proíbe rodeios e animais em circos em Taubaté. Defendeu a inclusão das pessoas trabalhadoras. “Não podemos conceber que uma cidade como esta, que tem R$ 1 bilhão de orçamento, não faça inclusão destes trabalhadores. Talvez a ideia do debate de hoje seja para que a gente chegue a um denominador comum. O debate tem que atingir a todos: os que protegem e os que precisam do animal para trabalhar.” A audiência terminou empatada, representantes de grupos protetores de animais e dos carroceiros utilizaram a tribuna para defender seu posicionamento durante a audiência. Foram quatro pró e quatro contra a questão.


 
 
 

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