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Histórias dos feirantes do Mercado Municipal de Taubaté

  • 3 de set. de 2015
  • 2 min de leitura



Durante anos pessoas simples tentam gerar uma renda a mais, a partir da feira. E com todos esses anos, milhares de histórias aconteceram na vida dessas humildes feirantes.

Que é o caso do João Batista Morais que trabalha no mercado a mais de 20 anos, e conta que durante esses anos todos, muitas coisas aconteceram, “O tempo que eu vendia em supermercado, ainda não tinha feira livre, eu vendia bem mais do que vendo hoje”. E ainda fala que esse trabalho passou de geração para geração, “Era do meu pai, passou para o meu irmão e agora passou para mim”. Muitos feirantes relatam também da época que eles não puderam vender no mercado por um tempo, para que eles pudessem fazer uma reforma. José Carlos Susigam feirante há 28 anos conta que a história mais marcante para ele foi da cobertura do mercado, “Na época da cobertura aqui do mercado, que a gente teve que sair ficar um tempo fora” e também foi uma profissão que passou de geração para geração, “Passou de pai para filho”, disse.

A feirante Nilza Antonia Santos, que trabalha no mercadão há 30 anos, fala também que uma das histórias mais marcantes foi à reforma do mercado, “A reforma do mercado, que fizeram essa cobertura, pelo menos pra mim melhorou, antes vendia na rua, agora eu tenho um Box”. Para ela a profissão passou de geração para geração também, como vários outros feirantes. “Era da minha mãe e agora ficou pra mim”. A grande maioria dos feirantes trabalham hoje no mercado por ser uma profissão que passou de geração para geração, caso contrario muitas histórias como essas não teriam acontecido. O produtor e feirante Luiz Monaretti conta que uma de suas historias mais marcantes foi quando teve que parar de trabalhar por problemas de saúde, “Tive que parar de trabalhar com o que eu mais gostava por problema na coluna, pelo excesso de esforço no trabalho, mas agora estou voltando aos poucos”.

Os feirantes relatam sobre a crise que está afetando a venda dos produtos deles, muitas vendas já caíram mais de 50% em relação a outras épocas. “A crise está prejudicando bastante a gente, no meu caso as vendas de batata já caíram 50%”, afirma José Carlos. O feirante João também diz que a crise está afetando as suas vendas de frutas, “Com todo mundo desempregado, fica difícil de vender, uma fruta, uma verdura da pra passar sem, agora deixar de pagar uma água, uma luz, isso já não dá.” O produtor Luiz Monaretti, fala que antes era bem melhor trabalhar no mercado, “Antigamente era bem melhor de se vender, hoje com a crise está bem mais complicado, as pessoas só estão comprando o que é realmente necessário”. Alguns feirantes falam que falta segurança para eles, já outros dizem que a segurança é boa, “Acho a segurança fraca, mas graças a Deus nunca aconteceu nada aqui comigo”, disse o feirante João. Já a feirante Nilza diz que para ela a segurança é boa, “Para mim é boa, agora a segurança é boa”.





 
 
 

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